
18/03/2025– MAV – Mulheres na História: O Lado Feminino Não Contado.
Mamie Phipps Clark 1917 – 1983 (E.C.)
Acompanhe Mulheres na História: O Lado Feminino Não Contado – Edição de Março
Nesta edição, conheça a inspiradora trajetória de Mamie Phipps Clark (1917-1983 E.C.), uma pioneira no estudo do desenvolvimento infantil e dos impactos da segregação racial na autoestima das crianças.
Nascida em Hot Springs, Arkansas, Mamie estudou na Universidade Howard, onde obteve sua graduação e mestrado em psicologia. Em 1943, fez história ao se tornar a primeira mulher afro-americana a obter um doutorado em psicologia na Universidade de Columbia. Sua pesquisa teve um papel crucial na decisão da Suprema Corte dos EUA em 1954, que declarou inconstitucional a segregação escolar – até então, crianças eram separadas nas escolas com base na raça.
Junto com seu marido, Kenneth Clark, Mamie realizou experimentos fundamentais, como o famoso “experimento dos bonecos”, que demonstrou o impacto negativo da discriminação racial na autoestima das crianças negras. Sua motivação para estudar a segregação surgiu tanto de sua própria experiência crescendo em um ambiente segregado, enfrentando desafios por ser uma mulher negra, quanto de seu trabalho com crianças. Ela percebeu que muitas crianças negras desenvolviam baixa autoestima devido aos padrões e estereótipos raciais valorizados na sociedade da época.
O estudo dos bonecos teve um impacto significativo não apenas na psicologia, mas também na educação nos Estados Unidos, ao comprovar que a discriminação e as desigualdades sociais não são naturais, mas sim construções culturais que podem ser reforçadas ou combatidas desde a infância.
Além de sua trajetória acadêmica, Mamie fundou o Northside Center for Child Development, em Nova York, um centro dedicado a oferecer suporte psicológico e educacional para crianças de comunidades marginalizadas. Seu legado continua vivo, influenciando a psicologia e a luta pelos direitos civis.
O trabalho de Mamie não apenas impulsionou mudanças no sistema educacional norte-americano, mas também contribuiu para a derrubada do segregacionismo no país. No entanto, sabemos que o combate ao racismo e aos estereótipos não é uma luta restrita aos Estados Unidos – no Brasil e em diversas partes do mundo, ainda há muito a ser feito para desmantelar o racismo sistêmico e construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Até a próxima História!
Referências:
- https://psicologiaymente.com/biografias/mamie-phipps-clark
- https://www.psicoactiva.com/biografias/mamie-phipps-clark/
- https://www.womenshistory.org/education-resources/biographies/mamie-phipps-clark
- Women in Science: 50 feraless pioneers who changed the world – Rachel Ignotofsky (2016)
