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MAV Comenta: Protocolo antirracismo em ação no futebol feminino

    23/06/2026– Protocolo antirracismo é colocado em ação no campeonato feminino de futebol brasileiro sub 20.

    Durante uma partida do Brasileirão Feminino Sub-20, o protocolo antirracista da CBF precisou ser acionado após uma jogadora denunciar ter sido alvo de preconceito racial. A arbitragem interrompeu o jogo, as equipes foram reunidas e o procedimento oficial foi seguido: acolhimento da atleta, registro do ocorrido e comunicação imediata às autoridades competentes, além da expulsão do agressor do estádio.

    Esse tipo de protocolo existe justamente para garantir que episódios de racismo não sejam tratados como “incidentes isolados”, mas como violências estruturais que exigem resposta institucional imediata. Esse caso não é único, nem no futebol nem no esporte.

    Por que isso importa — e muito?

    O futebol feminino no Brasil vive um momento de crescimento, visibilidade e profissionalização. Mas, como em tantos outros espaços, as atletas ainda enfrentam dupla e às vezes tripla discriminação: por serem mulheres, por serem jovens e, muitas vezes, por serem mulheres negras.

    Quando um protocolo antirracista é acionado em campo, ele expõe duas verdades:

    • O racismo continua presente, inclusive nas categorias de base.
    • As atletas não estão mais sozinhas — há mecanismos formais para protegê-las e responsabilizar agressores.

    A nova geração não aceita calar As jogadoras mais jovens têm consciência de seus direitos e coragem para denunciar. Isso é fruto de anos de luta de mulheres que abriram caminho antes delas.

    Clubes e federações precisam ir além do protocolo O acionamento é importante, mas prevenção, educação e punição efetiva são ainda mais essenciais.

    O futebol feminino está se tornando referência em enfrentamento às violências, enquanto o futebol masculino ainda hesita em muitos casos, as competições femininas têm mostrado respostas mais rápidas e alinhadas com direitos humanos.

    O que isso significa para nós, no Mulheres de Alto Voo?

    Significa que seguimos olhando para o esporte como um espelho da sociedade — e como um espaço onde mulheres constroem novos padrões de coragem, liderança e justiça.

    Quando uma atleta de 17, 18, 19 anos levanta a voz contra o racismo, ela não está apenas defendendo a si mesma. Ela está defendendo todas nós.

    E quando o protocolo é acionado, o recado é claro:

    O futebol feminino não tolera racismo. O Brasil está cansado de preconceito e violência, nós aqui na MAV apoiamos a igualdade e a equidade não somente de gênero, mas o direito de existir de todos os seres humanos em sua autenticidade, sem ter que esconder-se ou sentir vergonha de quem são. E principalmente sem sofrer preconceitos.

    Acreditamos que as conversas são necessárias e uma ferramenta essencial para que essas situações sejam cada vez mais escassas e em algum dia próximo inexistentes.

    Converse conosco! Comente o que você achou desse MAV Comenta!!!  

    Referências:

      • https://campodelas.ig.com.br/2026/brasileirao-feminino-sub-20/protocolo-antirracista-e-acionado-em-partida-do-brasileiro-sub-20/?utm_source=copilot.com

     

    “Na partida desta quarta-feira (20), entre Ferroviária e São Paulo, pela semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20, a arbitragem acionou o protocolo antirracista após a atleta Sarah Aysha, do São Paulo, sofrer um episódio de misoginia vindo de um integrante do quadro móvel da equipe mandante.

    O São Paulo FC reforça que não tolera nenhum tipo de preconceito e aguarda que as autoridades cumpram com sua responsabilidade para que a justiça seja feita.

    O São Paulo FC também informa que prestará todo suporte necessário à atleta, que muito nos orgulha de ter no elenco, vestindo nossa camisa.

    O Futebol Feminino é gigante, e não há espaço para cenas lamentáveis como esta.”

     

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