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Mulheres na História -Mary Anning – Paleontología

    15/06/2026-  Mulheres na História – O Lado Feminino Não Contado

    Acompanha-nos nessa viagem pela História, conhecendo e ressaltando nossas antecessoras mulheres e suas contribuições para a vida como conhecemos hoje.

    Quer conhecer a nossa mulher do mês de setembro? Então leia este Mulheres na História até o final.

    Viajamos até o ano de 1799, na Inglaterra, para encontrar Mary Anning, hoje considerada uma das pioneiras da paleontologia moderna. É isso mesmo: uma mulher precursora da paleontologia e responsável por descobertas que mudaram a forma como conhecemos a vida antiga no nosso planeta.

    A história desta mulher extraordinária está marcada por fatores interessantes, a começar pelo seu local de nascimento. Mary era a décima filha de um casal humilde na costa sul da Inglaterra. Um fato que poderia ter sido apenas uma referência geográfica acabou se tornando uma oportunidade, já que a região onde nasceu e viveu com sua família era rica em fósseis.

    A princípio, coletar e vender fósseis aos turistas era uma atividade comercial realizada pelo pai de Mary. Aos poucos, Mary e seu irmão, os únicos filhos do casal que chegaram à idade adulta, foram aprendendo sobre os animais que resgatavam. Mary nunca pôde estudar formalmente por duas razões: a primeira por ser mulher, e a segunda pelo poder aquisitivo de sua família.

    Com a morte do pai, Mary passou a ajudar a mãe no negócio familiar de venda de fósseis. A princípio, a maior parte dos achados eram fósseis de conchas e moluscos gigantes, que hoje sabemos que pertenciam aos mares jurássicos.

    aos doze anos, Mary encontraria seu primeiro grande esqueleto, de um ictiossauro. Mais adiante em sua carreira, descobriria também fósseis de plesiossauro e pterossauro. Esse último achado teve grande importância porque foi um dos primeiros encontrados fora do território alemão.

    A importância de Mary não está somente na descoberta dos fósseis, mas no fato de que esses achados ajudaram a paleontologia a comprovar que a vida no planeta havia mudado ao longo do tempo. Essa foi a grande contribuição de Mary para a ciência e para a história do nosso planeta.

    Mary hoje é reconhecida como a primeira paleontóloga mulher da história, mas esse reconhecimento demorou para chegar. A princípio, muitos duvidavam da veracidade dos esqueletos, influenciados pelo gênero e pelo poder aquisitivo dela. Hoje, suas descobertas estão em museus e instituições científicas, e Mary também foi reconhecida por sociedades geológicas em uma época em que esses espaços eram quase exclusivos para homens. Infelizmente, Mary morreu aos 47 anos, de câncer de mama. Nos resta apenas agradecer e imaginar que outras descobertas ela teria feito se tivesse vivido alguns anos mais. De todas as formas, sua contribuição e suas conquistas são também nossas: não somente das mulheres, mas de toda a humanidade.

    Te esperamos na  próxima história!

    Esse artigo não foi escrito por IA.

    Referências:
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