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Mulheres na História -Nellie Bly – Jornalista

    20/10/2026-  Mulheres na História – O Lado Feminino Não Contado

    Este mês, no Mulheres na História, destacamos o legado de Nellie Bly (1864–1922 E.C.).

    Nascida na Pensilvânia, Estados Unidos, como Elizabeth Jane Cochran, ela ganharia seu apelido após enviar uma carta ao editor do Pittsburgh Dispatch, contestando um artigo que limitava as mulheres ao papel tradicional atribuído a elas. O editor pediu que ela se identificasse, o que mais adiante se tornou uma proposta de trabalho. Elizabeth não escrevia com seu nome, mas sob o apelido de Nellie Bly.

    Ela se tornou reconhecida por seus artigos sobre as mulheres, os trabalhadores e outras questões relevantes. Com apenas 21 anos, foi viver no México, de onde escreveu sobre a vida no país, denunciando a ditadura de Porfirio Díaz e as condições de vida dos mexicanos sob esse regime. Após alguns meses, foi convidada a se retirar do país, mas seu trabalho como correspondente estrangeira e o início do jornalismo investigativo fariam parte de sua história de vida.

    Um de seus trabalhos mais conhecidos foi a investigação e denúncia dos maus-tratos em uma instituição de saúde mental na Ilha Blackwell, onde entrou disfarçada de paciente psiquiátrica para observar e denunciar os maus-tratos sofridos pelas mulheres naquela instituição.

    Em 1888, Nellie propôs ao editor do jornal recriar a viagem ao redor do mundo de Júlio Verne: ela queria realizar de verdade o que o escritor havia imaginado. Completou a viagem em 72 dias, enquanto outra jornalista fazia o percurso no sentido contrário, em uma grande aposta para ver quem chegava primeiro — outra razão pela qual Nellie se tornou mundialmente conhecida. Para essa viagem, usou navios e trens.

    Em 1895, casou-se com um empresário, completando um ciclo de diversas realizações que, em sua época, eram difíceis de imaginar para uma mulher: tornou-se jornalista e correspondente internacional, deu a volta ao mundo sozinha em 72 dias e se tornou empresária e inventora.

    Seu esposo era dono de uma fábrica de embalagens. Após a morte dele, Nellie passou a administrar os negócios, inventou e obteve várias patentes de embalagens, mas a empresa acabou falindo. Uma das razões apontadas foi sua decisão de repartir os lucros com os funcionários. Após a falência, Nellie voltou ao jornalismo como correspondente durante a Primeira Guerra Mundial.

    A jornalista faleceu em Nova York, em 1922, vítima de pneumonia. Seu legado não se resume ao que realizou em vida. Ela também deixou livros como 6 Meses no México, 72 Dias ao Redor do Mundo e 10 Dias em um Hospício, escritos em estilo documental. O legado de Nellie foi desafiar o papel imposto à mulher e as limitações socioculturais para viver a vida que desejava. Todas nós podemos seguir seu exemplo. Você já se perguntou se está vivendo a vida que deseja?

    Te esperamos na  próxima história!

    Esse artigo não foi escrito por IA.

    Referências:
    • https://en.wikipedia.org/wiki/Nellie_Bly 
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